"Sem palhinha, por favor" – Como Cuidar da Vida dos Oceanos

Só em restaurantes portugueses, estima-se que o consumo anual de palhinhas de plástico seja de 1 bilião. Sinceramente, quando tomei conhecimento deste número, após o choque inicial, entendi que estava a iniciar um longo percurso de aprendizagem e de procura de soluções para o desafio da poluição de plástico nos oceanos.

Plástico nos Oceanos

Felizmente tinha na altura um grupo de amigos queridos que estavam entusiasmados em apoiar a iniciativa!

Felizmente também, já existiam muitos Movimentos e Associações maravilhosas a trabalhar de forma admirável no combate à previsão: “Estima-se que em 2050 haja mais biomassa de plástico no mar do que de espécies.” [1]

Na realidade, todo o lixo que não é recolhido ou separado para reciclagem, acaba por contaminar todo o nosso Planeta.

Devido à sua dimensão gigantesca, os oceanos são, no fundo, o reservatório de todo o lixo que navega em terra, através dos rios e pelo ar, devido ao vento (já para não falar do lixo que todos os dias é descartado directamente no mar, a partir de terra, e também dos barcos, e ainda de todos os materiais que são transportados pelas grandes tempestades em todo o mundo).

Terminar com o uso de plástico desnecessário (na minha opinião, a grande maioria dos objectos de plástico - sobretudo se descartáveis) é neste momento vital para a sobrevivência da Vida nos Oceanos e também essencial à nossa própria sobrevivência.

Tartaruga no seu habitat natural

Agir é fundamental. Todos podemos fazer a diferença, um objecto de plástico de cada vez, embora possamos também deixar de usar vários de uma só vez! ;)

Podes começar pelas palhinhas de plástico.

Porquê?

Porque são totalmente desnecessárias para a grande maioria das pessoas.

Porque é relativamente fácil fazer a transição. De facto, existem já muitas opções alternativas. Caso as palhinhas sejam mesmo essenciais: reutilizáveis de inox, bambu e vidro; e descartáveis: comestíveis, de papel e de trigo.

Palhinhas de Plástico

Porque, embora potencialmente recicláveis, não devem ser colocadas no ecoponto amarelo (de acordo com a sociedade ponto verde) e portanto são à partida impedidas de ser recicladas!

Porque são (demasiadamente) leves e voam, poluindo com facilidade os mares, rios e lagos.

Porque são fáceis de ingerir (devido ao seu tamanho e formato) pelas espécies aquáticas (incluindo tartarugas e aves) que as confundem com alimento. Já viste o vídeo do youtube com o título: “Tartaruga com canudo no nariz?”

Porque não são biodegradáveis, demorando séculos a decompor-se, libertando substâncias tóxicas entretanto e absorvendo contaminantes que são ingeridos pelas espécies aquáticas juntamente com o plástico.

Porque contribuem para a poluição de microplásticos… com efeitos devastadores na Vida dos Oceanos.

O que fazer então?

Para além de deixares de usar palhinhas de plástico em casa, um simples gesto teu como: “Gostaria da minha bebida sem palhinha, por favor” fará toda a diferença.

Não só estarás já a combater o bilião de palhinhas de plástico usadas todos os anos em Portugal, como também poderás sensibilizar vários estabelecimentos: restaurantes, cafés, pastelarias, discotecas e tantos outros para o problema da poluição de plástico no nosso Planeta, levando-os a repensar as suas práticas e os materiais que usam.

Estarás ainda a sensibilizar os teus amigos e familiares para cuidarem da Vida nos Oceanos. Maravilhoso, não te parece? Agora é só adoptar o novo hábito e espalhar a palavra!

Da minha experiência, vou partilhar: já vi bares que servem duas palhinhas de plástico sem que o cliente peça palhinha, já estive em restaurantes que servem palhinha mesmo quando o cliente lhe pede várias vezes para que tal não aconteça, já vi cafés servirem palhinhas do tamanho de 3 ou 4 palhinhas normais!

Mas também já vi muitos restaurantes, cafés e hotéis que deixaram de oferecer palhinhas ou que optaram por servir alternativas amigas do ambiente apenas quando solicitado. Já vi inclusive locais do Mundo (como nos EUA e no Brasil) que proibiram totalmente o uso de palhinhas de plástico em estabelecimentos!

Em Portugal, por enquanto, a mudança terá que partir da sociedade! De todos nós. Contamos contigo: “Sem palhinha de plástico, por favor!”

[1] Ellen Macarthur Foundation. 2017. Industry endorses plan to recycle 70% of plastic packaging globally. [https://www.ellenmacarthurfoundation.org/news/new-plastics-economy-report-2-launch] Último acesso: 10.07.2018

Este artigo foi escrito pela Inês Gonçalves, membro do Movimento Sem Palhinhas, que tem como objetivo criar uma comunidade e sensibilizar todos com pequenos gestos, dicas e eventos de cariz solidário que possam fazer alguma diferença no nosso planeta. Ainda não conheces?
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